7 de Fevereiro - A SEGUNDA FRONTEIRA

O trajeto do dia, entre Salto-UR e Rosário-AR,  era um tanto longo e o calor de fevereiro castigava. No trecho Uruguaio a estrada era muito boa, de um asfalto acinzentado, cor de concreto.
No caminho, o grupo encontrou pedindo socorro na beira do asfalto um companheiro motociclistas sem gasolina. Como este mundo é mesmo pequeno, o caminhoneiro que parou antes para ajudá-lo era chileno, conhecia o sul do Brasil, e carregava com frequência na Tigre, em Joinville. Os dois receberam com alegria nossos adesivos e o caminhoneiro grudou o seu de imediato no parabrisa do caminhão.
A passagem pela Aduana conjunta (para sair do Uruguai e entrar na Argentina) foi na cidade de Paysandu, um lugar cheio de caminhões em espera. Foram vários os questionamentos pelos fiscais aduaneiros mas no fim fomos todos liberados. A paisagem Argentina é muito semelhante à do Sul do país, em especial a do Rio Grande do Sul. Tem muitas plantações, basicamente Soja, Milho e Girassol. Haviam muitas obras na estrada, que tinha alguns trechos defeituosos e aparentemente estava recebendo bons investimentos na malha Viária. Para chegar a Rosário, por exemplo, foi construída uma ligação de 60Km, formada de pontes e partes aterradas sobre um terreno semelhante ao banhado/Reserva do Taim. Uma obra grandiosa, que ainda nem consta da maioria dos mapas.
Em geral, o grupo chamou muito a atenção na estrada mas foi bem tratado pelos argentinos em todo o caminho.

Em tempo: Depois de ser apresentado para o Refúgio no RS (área de escape na estrada), o Weber conheceu o similar portenho: “Banquina Mejorada”.