29/12 - PiedraBuena – Rio Grande

Apesar do frio do lado de fora, a noite foi excelente.  Qualquer ambiente por aqui tem calefação, que funciona muito bem.

Na saída pela manhã, uma surpresinha desagradável. No dia anterior já havíamos percebido um barulho estranho no carro mas achamos que era a corda solta na amarração do baú que batia com o vento.  Mas depois de trocá-la por esticadores o barulho continuava. Descobrimos que era uma peça plástica de sustentação do mecanismo de freio na roda traseira que havia quebrado. Foi prontamente substituído pelo “Bombril” dos imprevistos: presilhas plásticas. Na revisão agendada para o Ushuaia vamos avaliar a solução do problema.

O fato é que as estradas de rípio Argentinas são boas, mas não se foge de todas as pedras e acúmulos de cascalho pelo caminho.

E erramos ao falar em passar em duas aduanas, na verdade são quatro.  Uma para sair da Argentina, uma para entrar no Chile, uma para sair do Chile e outra para  (re) entrar na Argentina. O embrólio fronteiriço que envolve esta região da América do Sul é algo incompreensível e gera prejuízo para todos os lados. Inclusive pela inexistência de asfalto por cerca de 120 Km em território chileno, depois da travessia do estreito de magalhães, passagem obrigatória para quem vai a “Tierra del Fuego”. Foi o pior trecho de chão enfrentado até aqui com muita pedra e buracos. E o trânsito é mais que suficiente para justificar o asfaltamento urgente, que não se viabiliza certamente por dificuldades outras que não econômicas.

E com isso o carro enlameou de tal forma que requer ginástica para entrar ou sair dele sem se sujar.

O percurso veio embalado pelas FMs locais que tocam musica brasileira. Eles adoram Paralamas do Sucesso por aqui.

O vento continua e a temperatura vai caindo, chegando  a atingir 4 graus durante a tarde. Na cidade de Rio Grande faz muito frio e fala-se em 2 graus para nossa chegada no Ushuaia amanhã. Tudo de acordo com o roteiro desenhado para o  nosso filme.