31/12 - Ushuaia – Año Nuevo


Hoje era dia da revisão de 10.000 km para o carro (carimbo de revisão periódica em Terra Del Fuego vai ser difícil de explicar a um futuro comprador). Tudo deu certo, acrescentada a despesa de troca de filtro de polen (poeira) que não consta da tabela  de manutenção mas na patagônia é essencial.

Conhecemos também o “Museo del Presídio”, ponto de referência desta cidade fundada oficialmente por uma expedição argentina em 12 de outubro de 1884. Para cá vieram presos escolhidos nas prisões de Buenos Aires com o objetivo de pagar suas penas e ocupar esta parte do território.  O museu mantém corredores com toda a história do povoado e do estabelecimento penal. O presídio, que no início não era de alvenaria como está hoje,  deixou de abrigar detentos em 1947. No complexo também se construiu  uma réplica em tamanho original do lendário Farol do fim do mundo, que inspirou Julio Verne em uma de suas obras e virou filme em 1971. Destruído em seu local original, sobraram algumas peças guardadas na réplica.

Os ingressos ao museu são diferenciados para estrangeiros em geral (50 pesos), brasileiros (40 pesos), argentinos (30 pesos), estes últimos,  como tem sido até o momento,  são privilegiados com preços menores. Pratica-se também descontos para estudantes.

O clima continua frio e o sol não apareceu com intensidade hoje. Um grande transatlântico  com 2.600 passageiros aportou pela manhã para passeios náuticos pela  cidade e partiu ao fim da tarde.

As comemorações  de ano novo implicam no fechamento da maioria dos bares e restaurantes após as 15 horas. Muitos deles vão fazer ceias especiais a custos altos. E após a uma e meia  da madrugada os pubs e boliches (boates) abrem para festejos.

Armamos uma ceia para nós aqui mesmo no hotel.  Usamos  a cozinha disponível para os hóspedes para aquecer um cordeiro recheado comprado em um dos muitos lugares que vendem comida para levar. Para acompanhar,  uvas, ciruelas, castanhas, quitutes doces para sobremesa e champagne. Depois encaramos o frio (8 graus) e saímos para um dos boliches daqui. Caía uma chuva fina esta noite. Mas as coisas mais uma vez são bem diferentes pra nós.  As pessoas chegam nas boates perto das quatro da manhã para irem embora as sete ou oito.  Os bares que tem DJ cobram um pequeno valor de entrada, assim como as boates (R$ 20,00). Para viajantes contemplativos como nós que queremos subir o Glaciar Martial amanhã não dá para acompanhar um ritmo desses.  O jeito foi voltar pra casa as três e meia e descansar.