03-04-05/01 - Ushuaia –  Punta Arenas


No sábado no Ushuaia  foi  noite de balada.  Os viajantes queriam ver  como eram os famosos “boliches” argentinos e o que se curte por aqui.

Como anoitece depois das 11h, as pessoas começam  a chegar  para a festa depois das 2h da madrugada. E amanhece muito cedo, lá pelas 4h, por isso as casas noturnas mantêm até cortinas para prolongar a festa até as 8h da manhã.  A noite é fria mas nada que esmoreça  as pessoas e as deixe em casa, pelo menos agora no verão.  A casa noturna estava lotada. O que se dança por aqui é a tal da “Ragatonada”,  uma mistura da batida forte do funk com traços caribenhos,  muito dançante. E se dança mesmo, inclusive os homens, que não se envergonham de mostrar o rebolado até o chão.

Não pagamos a consumação para entrar (acho que chegamos cedo e estavam precisando dar volume no ambiente), o que não quis dizer nada ao final, já que os meninos continuaram na champagne que tinham começado no gelo do Glaciar, inclusive porque era melhor economicamente do que mudar para cerveja.
No domingo se acordou muito tarde, sem compromissos. O dia estava  nublado e chuvoso. Se saiu para comprar uns “regalos”  e organizamos o trecho Ushuaia - Punta Arenas, no Chile.

E finalmente tivemos tempo para separar uns vídeos bacanas (acesse o link vídeos na barra lateral). Vão se divertir como nós.

E na segunda partimos novamente em direção ao Estreito de Magalhães para deixar a Tierra del  Fuego.  Pegamos  de novo parte daquela estrada de chão que reclamamos na ida. Dessa vez fomos mais afetados ainda, levando duas pedradas no pára-brisas  que deixaram  marcas. Esperamos que elas não evoluam até a volta pra casa. É definitivamente um absurdo andar como turista por uma estrada daquelas.  E não há caminho para a Tierra del Fuego desde o Chile que tenha asfalto. Padecem Argentinos, Chilenos e quem mais queira conhecer o lugar.

E a travessia do estreito em um dia de vento intenso  pareceu durar mais que os habituais 20 minutos,  com  a barca sacudindo muito  fazendo entrar água pela proa  a cada onda.

Em  direção a Punta Arenas tudo é asfalto. A cidade é bonita, bastante antiga.

Aqui  se pode visitar museus bem cuidados (a ponto de se usar pantufas para circular pelos corredores) como o Museu Regional de Magallanes, antiga residência da família mais influente e abastada do lugar, ou ir na Zona Franca, que é uma festa para os olhos e uma perdição para o bolso dos consumistas.  Aqui se vende de tudo, desde carros até móveis.  Há eletrônicos, roupas, calçados, brinquedos.... o que se pensar.  Com bons preços.

E que frio faz nesta noite de terça-feira! É a sensação de frio mais intensa até agora, resultado de um vento cortante que gela de imediato.

Amanhã seguimos para Puerto Natales,  ainda no Chile, que é porta de entrada de outro dos destinos  mais lindos dessa viagem: Parque Torres Del Paine.