19, 20 e 21/01 - Zárate – Mercedes – Durazno – Sta Maria

Nossa saída da Argentina  transcorreu bem, inclusive o percurso na rota 14. Fomos abordados pela polícia Caminera que pela primeira vez nos pediu aquelas coisas todas que estávamos carregando durante toda a viagem: extintores, dois triângulos, “botica” de primeiros socorros ...  O que chamou a atenção neste trecho foi  a quantidade de água que ainda aparece dos dois lados da rodovia, resquícios das grandes chuvaradas que aconteceram nesta região.  A Argentina, na sua parte norte, também tem sofrido com as mesmas chuvas que chegam até o Rio Grande do Sul.

A passagem de fronteira em Paysandu foi a mais demorada de toda a aventura. Duas horas e meia de fila e espera até completar os trâmites. Resultado do grande fluxo de Argentinos que saem de seu país para aproveitar as férias e o verão.

Em Mercedes chegamos depois das cinco da tarde para descansar.  Mesmo sendo um dia de semana, o fim da tarde é movimentado na “Rambla”.  Os grupos se encontram para “matear” e conversar. E paquerar  nas suas “motoquinhas”, que circulam às dezenas em um vai e vem interminável.  Aqui, uma “motoca”, de cinqüenta ou cem cilindradas, deve ser o presente mais desejado em  qualquer idade. Andam nelas os mais velhos e os adolescentes. Todos sem capacetes e comumente de “garupa”.

No dia seguinte seguimos para o Brasil. O almoço foi na cidade Uruguaia de Durazno,  que deve estar entre as mais arborizadas do país. São árvores grandes em todas as ruas, que presenteiam com sombra as mesas e cadeiras sobre as calçadas.

Chegamos em Rivera a tempo de um passeio pelas principais lojas do centro. No dia seguinte conseguimos comprar umas lembrancinhas pessoais e chegar em São Martinho da Serra-Santa Maria as cinco da tarde.

Temos um dia para descanso, limpar e reorganizar o carro, contar um pouco da viagem, aproveitar umas comidas caseiras e no sábado cedinho  fazer o maior trecho de volta pra casa até  Penha-Santa Catarina.