27/12 - Puerto Deseado

É um lugar de natureza exuberante.  Desejado, como indica o nome.

Uma vila fundada há mais de 200 anos que se desenvolveu em torno do porto e da estrada de ferro, transportando principalmente lã de ovinos.

O  rio e o  mar se encontram  aqui para formar uma baía que serve de morada para diversas espécies de pássaros que fazem seus ninhos nas paredes das rochas,  para pingüins, lobos marinhos e até as belas toninas,  que se divertem e encantam os turistas com suas manobras rápidas na água. Quando se pensa que elas sumiram elas reaparecem em desabalada corrida ao lado do barco.

É possível descer nas pinguineiras e sentar-se  ao lado dos pinguins. Os guias levam lanche e até mate (chimarrão), criando momentos que só são possíveis aqui.

Percebe-se o grande interesse dos habitantes pelo turismo e o apoio estatal, com museus abrindo aos domingos, por exemplo.

Este lugar já foi caminho de Charles Darwin e Fitz Roy, em 1833. Uma das paisagens retratadas ainda está intocada, alterada apenas por fatores climáticos, conforme provam desenhos da época e imagens atuais. Disse Darwin sobre o lugar, “não creio haver visto jamais um lugar mais distante do mundo do que esta fenda de rochas em meio a imensa planície.”

Também aqui,  como em toda a Patagônia,  é evidente o orgulho do povo pela sua terra e suas belezas. E o inconformismo em relação às Ilhas Malvinas. Já havíamos reparado que até na previsão do tempo na TV elas são incluídas como se fizessem parte do país. O sentimento parece ser o de que,  “Las Malvinas son argentinas. Es prohibido olvidar.”

A temperatura continua em torno de 15 graus, mas a sensação de frio é bem maior sem  sol e com o vento constante.

Amanhã é só trajeto. Penúltima parada antes de Ushuaia.