O ESTADO DO PARÁ

Tudo que temíamos em relação à estrada se confirmou. A condição do asfalto era péssima. Crateras que ocupavam meia pista e ás vezes as duas, obrigando a manobras incríveis para seguir adiante. Em outros trechos o asfalto quase desaparece e a estrada parece de chão com enormes buracos.
E a floresta? Não encontramos nada do que esperávamos. Em quase todo o trajeto a floresta não existe mais. Apenas em uma área de reserva indígena, atravessada pela rodovia, trafegamos com mata fechada dos dois lados. De resto, até Tucuruí, as árvores que vimos estavam nos caminhões a caminho das madeireiras. Só aparecem grandes concentrações de babaçu e criações de gado. Os povoados são muito carentes, pequenos e longe de tudo. Um dos sacos de balas que trouxemos foi distribuído e fizemos a alegria de muitas crianças ä beira do caminho.
Logo após Marabá, atravessamos a ponte Rodoferroviária ao mesmo tempo que um trem vindo de carajás carregado de minério.
Nada de sinalização nas rodovias indicando direção, velocidade ou qualquer outra coisa. Só no último momento, a mais ou menos 70Km da chegada, havia uma placa apontando Tucuruí.
O percurso acabou sendo um sucesso e a recepção valeu todo o esforço. Muitas pessoas nos esperavam na ponte em cima da Usina Hidroelétrica. Eram mais de 3h da tarde, mas um peixe na grelha e muita cerveja gelada esperavam o grupo. Não tínhamos idéia do quanto éramos aguardados. Na casa do anfitrião continuamos a receber muitas visitas. E mesmo cansados ainda pudemos apreciar a última noite do “Carnaré” (carnaval + tucunaré), festa popular das mais importantes da cidade.
Com um saldo totalmente positivo, chegávamos em Tucuruí/PA.