JALAPÃO

Foi bastante decepcionante para todos. Principalmente porque não pudemos ver nada daquilo que nos levou até lá.
A cidade de Ponte Alta do Tocantins, que é a porta de entrada do Jalapão, não está organizada para receber turistas. A prefeitura não mantém centros de informações ou outras facilidades. Os roteiros e os preços estão com particulares. A hospedagem se restringe a duas ou três opções que custam mais do que deveriam pelo que oferecem. Opções para refeições também não são muitas. Mas de tudo isso, o mais complicado para quem não está viajando com veículo 4x4 é conseguir um. Não se consegue fazer o caminho com carro comum sem tração e boa altura. E o preço para contratar um carro por um dia fica em torno de R$ 1.000,00 para casal e para grupos varia de R$ 300 a R$ 400,00 por pessoa. Impraticável! É uma matemática muito curiosa: quanto mais gente, mais caro!
Fomos aconselhados a fazer o circuito de moto, o que encaramos carregando algum tira-gosto e muita água.
As motos e os motociclistas foram guerreiros. Para o Folle foi a primeira vez fora do asfalto. Andamos 64 dos 130Km necessários, numa estrada intransitável para máquinas como as nossas e desistimos. O Jalapão com suas dunas, fervedouros, rios e cachoeiras ficava para outra vez. O que importa é a experiência adquirida.
Mas coisas engraçadas sempre acontecem, mesmo em meio às dificuldades, como parar pra se refrescar numa corredeira e ser atacado por mutucas ou o Weber conseguir dormir na carona do Alisson em meio a todos aqueles solavancos e poeira. Êta soninho incontrolável!

As fotos misturam paisagens com cenas difíceis vividas por nós, da quais sobraram roupas e calçados inutilizados até o fim da viagem.